Aposentadoria, com a crise ela pode ficar para mais tarde o vai gerar oportunidades

Como todos nós sabemos, apesar de muitas vezes nos esquecermos devido aos problemas que estamos enfrentando, uma hora a grave crise que assola o mundo irá passar. Para os que conseguem ver a frente, essa crise, como todas as demais traz oportunidades.

E a oportunidade que essa crise trará parece ser, no momento, desenvolver negócios para um mundo com pessoas mais idosas trabalhando e com menos disposição para correr riscos no mercado financeiro. Afinal muitos dos trabalhadores ainda não estão preparadados financeiramente para se aposentar. Não irão querer arriscar o dinheiro que precisarão pelo resto de suas vidas em empresas que na prática mostraram-se bem menos sólidas do que o que se imaginava.

Uma recente pesquisa do McKinsey Global Institute revela que os baby boomers terão de seguir trabalhando além do que previam. “É a única maneira realista de evitar uma queda significativa no padrão de vida americano e poupar a economia dos EUA da maior desaceleração em muitas décadas”, diz o estudo.

Uma redução nos níveis de emprego e de consumo dos baby boomers deve frear o crescimento real do PIB americano da média de 3,2% (verificada desde 1965) para aproximadamente 2,4% nas próximas três décadas. Salvo se não ocorrer uma explosão no crescimento da produtividade ou um aumento significativo no volume de investimentos realizado por trabalhador — alternativas que, no cenário pós-crise soam improváveis.

Dois anos adicionais de trabalho, no entanto, podem fazer uma enorme diferença. Os autores estimam que US$ 13 trilhões podem ser adicionados ao PIB americano durante os próximos trinta anos se os baby boomers trabalharem dois anos além da atual idade média de aposentadoria. Os dois anos extras também ajudam a aliviar um problema mais profundo detectado pela pesquisa: hoje, dois terços dos indivíduos mais velhos dessa geração não estão financeiramente preparados para se aposentar. Se o tempo médio de carreira for ampliado em dois anos, o volume de despreparados cai pela metade.

Os pesquisadores entrevistaram 5.100 pessoas entre 50 e 70 anos. A maior parte deles afirma que gostaria de seguir trabalhando até mais tarde, mas, que para isso, ainda precisam enfrentar uma série de barreiras institucionais. A principal delas é o custo do seguro saúde. O governo americano teria de mexer na estrutura de custos dos planos para não punir os trabalhadores mais velhos. Por custarem mais caro, eles seriam menos atrativos para as empresas. Além disso, será preciso fazer ajustes nas leis trabalhistas.

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