Bolsa de Valores – Dicionário de Negócios

Bolsa de valores é uma instituição em que se negociam títulos e ações. As Bolsas de Valores são importantes nas economias de mercado por permitirem a
canalização rápida das poupanças para sua transformação em investimentos. E constituem, para os investidores, um meio prático de jogar lucrativamente com a compra e venda de títulos e ações, escolhendo os momentos adequados de baixa ou alta nas cotações.

Em suas origens, as Bolsas de Valores confundiam-se com as Bolsas de Mercadorias, mas a partir do século XVIII, com o extraordinário aumento das transações com valores mobiliários e, sobretudo, com o surgimento e posterior desenvolvimento das sociedades por ações, iniciou-se um processo de especialização do qual resultou o aparecimento de Bolsas dedicadas exclusivamente a operações com títulos e ações.

O mercado da Bolsa de Valores é regulado, em primeiro lugar, por fatores econômicos mais objetivos, tais como a situação real da empresa que põe seus papéis à venda, suas condições de produção e comercialização, a capacidade administrativa de sua direção, a situação das empresas concorrentes e a conjuntura econômica do país.

Existe também uma influência por circunstâncias psicológicas; por exemplo, um clima de exagerado otimismo em relação a determinada empresa pode levar à supervalorização de suas ações. De situações como essa podem surgir distorções perigosas no mercado, A fim de conter excessos e manter sua credibilidade, as Bolsas costumam estabelecem limites máximos para a valorização ou desvalorização dos papéis negociados, o chamado “circuit Breaker”. Além disso, as Bolsas têm o dever de orientar os investidores por meio de revistas, boletins e conferências que informem sobre dados, tais como o comportamento das ações, as quantidades de compra e venda e os índices de liquidez e rentabilidade de cada papel.

Na atualidade, as mais importantes Bolsas de Valores do mundo são as de Nova York, Londres, Paris e Tóquio.

A bolsa de valores no Brasil

Prédio sede sa Bovespa, a Bolsa de Valores de São PauloNo Brasil, antes de 1800 já se negociava com papéis, mas só em 1845 surgiu a primeira regulamentação governamental. O Código Comercial Brasileiro de 1850 refere-se às "praças de comércio", precursoras das atuais Bolsas. Em 1893, estabeleceu-se a primeira Bolsa: a Bolsa de Fundos Públicos, com sede no Rio de Janeiro. Atualmente, a mais importante do país é a de São Paulo — Bovespa —, que é uma associação civil sem fins lucrativos e pertence às Corretoras de Valores.

Cada corretora-membro é dona de títulos patrimoniais, sendo, portanto, "sócia" da Bolsa. A Bovespa, portanto, não compra nem vende ações, mas proporciona as instalações e os meios necessários para que as corretoras de valores e seus agentes comprem e vendam ações para os investidores.

Hoje em dia as negociações na Bovespa são realizadas de forma eletrônica. Até o ano de 2005, além do sistema eletrônico de negociação, existia também o pregão viva-voz, no qual os operadores apregoavam no salão as ofertas de compra e venda das ações. A partir de setembro de 2005, com o crescimento do número de negócios gerado pelo aumento na quantidade de investidores, a Bovespa concentrou todas as operações no sistema eletrônico de negociação — o Mega Bolsa —, que já representava mais de 90% dos negócios realizados.

Desde novembro de 1998, o Serviço de Custódia Fungível de títulos e valores mobiliários, que até então era prestado pela Bovespa, passou a ser formalmente realizado pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia — CBLC. A CBLC é a responsável pela liquidação de operações de todo o mercado brasileiro de ações, respondendo pela guarda de 100% dos títulos do mercado nacional.

No Brasil, a atividade das Bolsas é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários do Ministério da Fazenda.

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