Impostos, pague-os ou matamos seu cachorro !

A necessidade cada vez maior dos governos arrecadarem impostos para prestarem serviços públicos parece estar levando-os ao abandono do bom senso.

É certo que na vida, segundo Benjamin Franklin, só existem duas coisas certas: a morte e os impostos.

Agora pelo menos na cidade de Reconvilier, na Suiça, o governo de lá decidiu que os cidadãos devem optar entre pagar imposto ou ter seu cachorro moto. Pelo menos por enquanto, ainda é o cachorro…

A partir de agora, os donos de cães que não pagarem a taxa anual de cerca de US$ 50 (cerca de R$ 84) por possuírem cachorros terão seus animais de estimação executados. Pelo menos, é o que o presidente do Conselho Municipal da vila, Pierre-Alain Némitz, promete.

Reconvilier tem uma população de aproximadamente 2,2 mil pessoas e 280 cães. As autoridades justificam a medida extrema como parte do esforço para recuperar centenas de milhares de dólares em taxas não pagas. Segundo Némitz, uma lei de 1904 permite à administração da vila matar os cachorros dos donos inadimplentes.

Em Reconvilier, Suiça, se o dono não pagar i imposto nem o cachorro rezando pode livrá-lo da morte...As autoridades defendem que o assassinato dos animais de estimação seria apenas o último recurso, após uma longa lista de penalizações. Mas se depender de Némitz, os cachorrinhos não contarão com muita piedade.

Em entrevista ao jornal suíço “Le Matin” o presidente do Conselho Municipal falou um pouco sobre qual seria o método de execução escolhido. “Há cerca de 30 anos, quando tivemos de resolver um problema sanitário de pessoas que viviam em condições deploráveis com cachorros, optamos por dar um tiro na cabeça dos animais. Eles não sofreram. Injeções letais são um sentimentalismo”. Némitz prometeu, no entanto, que as autoridades veterinárias serão consultadas antes do ato final.

Por enquanto, os animais da cidade estão seguros. Nem os policiais da pacata Reconvilier possuem armas. Mas será que isso continuará assim?

Essa história serve de alerta para a crescente necessidade do governo arrecadar impostos, a maneira ineficiente como administra o dinheiro arrecadado, e o meios esdrúxulos que pode adotar no futuro para aumentar a arrecadação.

No Brasil, a preocupação com os impostos parece não preocupar grande parte da população brasileira apesar do país ser um dos que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e em contrapartida, de maneira geral, oferecer serviços públicos de péssima qualidade.

Precisamos ficar de olhos em nossos Deputados e Senadores, pois apenas eles podem aprovar ou não aumentos de impostos, (e não o Presidente da República). Precisamos deixar superar de vez os resquícios que existem de uma administração pública patrimonialista, aproveitar os aspectos bons da burocrática e criarmos competência na gerencial, pois apenas ela pode garantir serviços públicos de qualidade e sem impostos absurdos.


Fonte: colunas.epocanegocios.globo.com, Elisa de Campos, 12/01/2011

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