Por que o empresário americano tem mais sucesso que o brasileiro

Construir uma empresa não é fácil, isso ninguém discorda. Principalmente se ela não existia antes e foi começada com pouco dinheiro. Isso é uma realidade no Brasil, nos Estados Unidos e em qualquer outro país do mundo.

No entanto apesar dessas dificuldade comum, existe uma profunda diferença no DNA empresarial brasileiro em comparação com o americano.

Essa diferença se tornou mais evidente com o lançamento do site The Giving Pledge, onde pelo menos 40 empresários entre os mais ricos dos Estados Unidos (e do mundo) assumem o compromisso público de doar a maior a parte de suas fortunas para caridade.

Não estamos falando doação de alguns milhões, a serem abatidos do imposto de renda, para uma cantora internacional, tal como fez Eike Batista, um dos “mestres” na arte de aparecer. No The Giving Pledge estamos falando de muitos bilhões de dólares.

O nome abaixo é de alguns dos magnatas americanos que se comprometeram a doar a maior parte de suas fortunas para projetos de caridade ao redor do mundo.

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Existem empresário de destaque internacional como ambos os fundadores da Microsoft e também pessoas de destaque na mídia, como George Lucas.

Magnatas doarem parte de suas fortunas já parece fazer parte da cultura empresarial norte-americana. Uma grande parte das famosas universidades americanas, em larga medida,  com as doações de ex-alunos para se manterem.

No Brasil, ao contrário, o sonho de consumo é que o governo sustente a todas, públicas e particulares.

Porque os ricos não doam no Brasil

Seria ilusão não dizer que existem profundas diferenças na cultura americana em relação a brasileiras. Existem sim e se refletem na mentalidades dos donos de empresas.

Mas esse não é o fator chave para explicar a quase absoluta ausência de doações entre os empresários brasileiros. O maior fator sem dúvida é a pesada taxação existente nos Estados Unidos para a transferência de heranças bem como um rigor fiscal muito maior para evitar fraudes no processo.

Não sei se a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas é a melhor solução visto como historicamente o Governo gasta o dinheiro dos brasileiros. Hoje, por exemplo, um reflexo da mentalidade da casa-da-mãe-joana com o dinheiro público brasileiro, é o Presidente Lula pagar do nosso bolso a despesa com tratamento do câncer do Presidente do Paraguai. Exatamente o mesmo Paraguai que teve dinheiro para mandar sua seleção de futebol ficar quase um mês na África do Sul.

O caminho ao meu ver passa por uma pesada taxação na transmissão de heranças de modo a quase não permitir que uma pessoa fique sem fazer nada na vida graças a grande fortuna que seus antepassados acumularam.

As exceções empresariais que fazem caridade no Brasil

Quando se fala em exceções no meio empresarial que doaram grande parte de suas fortunas para caridade me vem a cabeça (e somente) o exemplo de Amador Aguiar. Fundador do Banco Bradesco, dou mais de 80% da sua fortuna para a criação da Fundação Bradesco, que educa crianças carentes e oferece cursos profissionalizantes.

E Amador Bueno não tevê grande educação formal: estudo apenas até a terceira série do primário e tal como o Presidente Lila, perdeu um dedo quando trabalhava em uma gráfica.

Infelizmente o exemplo de amador Bueno não parece inspirar outros grandes empresários brasileiros.

Não duvido que eles até tenham Fundações, como a Roberto Marinho, ou contribuam com vários projetos de caridade mas nem precisa dizer quem ficará com a maior parte da fortuna pessoal deles quando eles falecerem…

A lista abaixo é de alguns grandes nomes empresariais do Brasil, ou que tem grande destaque na mídia por serem ricos e não terem nenhum problema em demonstrar isso. Qual deles deixará a maior parte de sua fortuna para caridade ao falecer ?

  • Jorge Paulo Lemann;
  • Carlos Alberto Sicupira;
  • Marcel Telles;
  • Jorge Gerdau;
  • Eike Batista;
  • Roberto Andrade;
  • Emílio Odebrecht;
  • Lili Safra;
  • André Esteves;
  • Alexandre Accioly
  • Família Jereissati (isso mesmo, a do Tarso Jereissati)
  • Família Safra
  • etc…

Bom, quase poderia apostar que nenhum vai deixar a maior parte de sua fortuna para caridade.

Essa é uma das grandes diferenças do empresariado brasileiro para o norte-americano.

1 comentário em “Por que o empresário americano tem mais sucesso que o brasileiro”

  1. INFELISMENTE é verdade nossa cultura em fazer doações não muito particada, nem pelos cidadãos brasileiros que sonha em ter fortunas, a prmeira ideia é tudo é meu e de mais ninguem dai uma ideia de que um empresário fal rapido em menos de 5 anos pois ele pensa primeiro nele e depois nos funcionarios e os beneficios aos mesmo, levando estes a cometerem roubos disfalques e coisas piores , são raros empresários brasileiros seguirem alinha do conciente e prudente social
    mais espero ainda ver mais noticiarios de compremetimento social fiscal, humanitarios com nosso seleto empresários brasileiros

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